quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

é tudo novo de novo!

Às vésperas de um novo ano, a esperança adentra os outros sentimentos. O que ontem foi lágrima poderá se converter em sorriso amanhã, pois afinal, não há melhor sensação do que a de se ter a chance de recomeçar, melhor! Sempre melhor, a cada dia melhor.
Não se trata de cortar os defeitos, já dizia Clarice Lispector 'nunca se sabe qual defeito sustenta o edifício inteiro', mas é pensar no próprio bem e no das pessoas ao seu redor... Planos, fé no futuro próximo.
Colocando em peso o ano de 2008 talvez tenha sido o mais proveitoso pra mim, mais repleto de aprendizados. Perdas fazem parte do 'estar vivo', mas junto a elas vem sempre o outro lado, o bom.
Se tudo desse sempre certo que expectativa teríamos de lutar pelos nossos objetivos? Ficaríamos de braços cruzados esperando o milagre acontecer, mas não seria por merecimento, o esforço não precisaria existir.
É o momento de deixar o que é ruim e levar para o ano novo somente o que há de bom. Um próspero 2009 à todos !

sábado, 27 de dezembro de 2008

a piece of me.

Dizem que somos um pouquinho de cada um que passa em nossas vidas. E como eu viveria sem o Arthur pra me ouvir, me frear quando é necessário e saber exatamente o que eu estou pensando? Difícil imaginar que há coisa melhor do que o abraço da Camilla, que os conselhos e toda a preocupação... Até mesmo o desespero da Jéssika, que com o tempo de convivência me ensinou a ser um pouco desequilibrada, as asneiras que sempre me divertem tanto, que sempre vai ser a melhor! Faltaria uma partezinha de mim se não existisse a atenção da Mariel, as horas no telefone com as tão sinceras frases de "eu te entendo" e "vai ficar tudo bem, Ví". Como seriam os filmes com o 'quinteto' sem as interrupções da Juninha? Que sempre foi a 'equilibrada', a mais doce... Quanto a paciência da Paloma, sempre tão prestativa e pronta pra ouvir as minhas reclamações, nossa chefe de cozinha! E se fosse pra falar sobre a Beiçola, como não lembrar de 'confusões'... tudo seria muito sem graça sem a pessoa que consegue deixar um lugar abafado, haha. Mas quando é necessário um conselho com convicção, um apoio e algumas boas horas no telefone não há como não falar da Mariana, que desde sempre é importante demais pra mim. Devo dizer que a Leleca é minha gêmea sim, não só pela cor do cabelo, mas por sempre entender tudo que eu digo 'só pelo olhar', por ser ótima companheira pra fazer nada, tomar milk shake e fofocar. A Bia é crise, mas a verdade é que já me acostumei com as frescuras dela e essas também me completam... Não poderia esquecer o Vinicius que tem importância na minha vida, e bem, acho que já sabe o porquê. A alegria das minhas manhãs que sempre esteve por conta do Neemias, a pessoa mais forte que existe, a risada esquisita da Déia, as caretas da Ana Cláudia e os babadinhos com Ana Flávia, eterna vizinha!
Faltaram pessoas, queria mesmo escrever sobre cada uma e demonstrar o carinho imenso que sinto, mas ficaria aqui por muito tempo e deixaria cansativo(mais do que já está). O que de fato quero dizer é que tenho um pouquinho de cada um desses, o sorriso de todos contido em um só, e o que há de bom em cada eu também guardo comigo... e talvez seja esse o maior presente que já recebi em toda minha vida, o mais valioso: ter me tornado quem sou graças a vocês ! Não há nenhuma certeza sobre o amanhã, mas se tenho uma garantia é saber que tudo valeu a pena porque participaram dos meus melhores e também piores momentos.
Fica o meu agradecimento por encherem minha vida de coisas boas, e uma promessa: jamais me esquecerei de vocês... porque ninguém vive incompleto!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

e nunca deixarei...

E não há como o coração não disparar quando sem querer(ou não) lembro das coisas que você me disse, nem como evitar que as lágrimas se manifestem ao sentir que nada voltará a ser como era. O vento, vez ou outra, traz o seu perfume e isso me faz te procurar com o olhar nos lugares mais imprevisíveis, é quando eu tenho mais certeza de que quem te trouxe a mim não foi o vento... foi só a saudade, que se vestiu da nossa história e a trouxe a tona, mas não com o intuito de me machucar, só com objetivo de mostrar que o amor não acaba quando quase tudo acaba.
Se finjo que aceito é porque já não está em minhas mãos mudar tudo isso, quem sou eu perto do destino? Mas não o culpo por um dia ter colocado você na minha vida, pelo contrário, agradeço por ter me feito enxergar além de mim mesma... Além de superficialidades. Não há raiva, não sobraram mágoas. Sabe mesmo o que sobrou? Esse amor, que é tanto... Que já me fez tão bem, mas que tem feito com que eu me sinta culpada por ter deixado que as coisas perdessem o sentido, e hoje tudo faz mal porque nada é bom quando não há você. É inusitado enxergar um rosto em outras pessoas, esperar atitudes condizentes com o que se estava acostumada e decepcionar-se ao ter certeza de que ninguém é capaz de preencher o vazio que só tem um nome.
E quando eu disse "estou com você", que parte não entendeu? Continuo aqui.

domingo, 21 de dezembro de 2008

além do sempre.

O pior arrependimento é o da vontade de ter cometido um erro, de ter deixado com que as coisas dessem errado, de ter arriscado sem medo das consequências. Mesmo que o tempo se encarregue de mudar destinos e sentimentos o que não muda mesmo é o que já se fez em prol daquilo, ainda que não tenha dado certo. Se existe algo irreversível além do fim, são as oportunidades... Elas acabam, se dissolvem, desaparecem sem sinais e perdê-las é ignorância.
Diga apenas, faça o que a loucura impulsiona ou o que o amor implora... Na vida a garantia está no hoje, ninguém tem o amanhã como certo, afinal, pra uns ele vem, pra outros nunca chegou! Deixar-se ser arrastado pelo peso das palavras não ditas é como fechar os olhos pra si mesmo, já que cada um tem sua própria fórmula-chave para incessante busca da tal felicidade. A capacidade está no agir, mas no agir enquanto há tempo. Não importa os obstáculos que a vida coloca, há sempre um modo de dizer ao outro "eu te amo", porque ainda que a reciprocidade insista em se manter oculta, a certeza do sentimento perdura por toda a vida, até mesmo quando não há mais vida.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Reflexo da ausência

Só precisava de um pouco de ar, o suficiente para encher os pulmões de vida e dar mais alguns passos adiante... E como doía esse 'seguir a vida', era como se tirassem um pedacinho dela todas as vezes em que ouvia que 'tudo passa'. Hipócritas! Há sentimentos que simplesmente não passam. Por mais que insistisse, por menos que fizesse nada adiantaria, porque não queria.
O relógio marcava a hora errada e o calendário insistia no erro de marcar datas do mês passado, afinal, nada estava muito certo de uns tempos pra cá... Não ouvia mais aquelas músicas, mas ainda sim essas a atormentavam. E o que fazer quando até mesmo ao se olhar no espelho vê outra pessoa? Ou melhor, a falta que a outra pessoa faz.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

o seu caso é o tempo passar...

O problema está na incerteza, na descrença, está justamente no fato de não ter mais motivos para deixar com que tudo isso siga adiante. Dessa vez é diferente, não é uma coisa esporádica e mesmo se fosse não é hora de dar sentido a tudo o que se perdeu... ou a tudo que não se teve.
Não é o momento de se ajeitar o que esteve fora de lugar por tanto tempo, nem aquelas palavras que faltaram precisam voltar, que fique tudo exatamente como sempre esteve! Desorganizado, confuso. Se ainda há uma meta em toda essa história é simples e clara: tentar salvar o que um dia foi de verdade, talvez um pedaço de amor, uma carta, a flor seca também. Quanto ao resto, que se torne só resto!
Que valor têm as lembranças quando há tristeza ao lembrá-las? Absolutamente nenhum, porque elas se tornam fantasmas, não mais recordações... E sofrimento tem que ter um fim, já que toda realidade necessita de um pouco de ficção pra se tornar mais aceitável.
Sobre o que foi já não há nada a ser dito. Foi. Não por falta de vontade que retorne mas por convicção de que talvez não seja mesmo a hora de se corrigir, o melhor a se fazer algumas vezes é fechar os olhos e acreditar que as coisas com o tempo se deslocam do centro das atenções, desse modo o caminho certo a seguir é aquele que ameniza a dor do ponto final.

Vamos nos jogar de onde já caímos

Você se mantém viva até quando lhe convém, inteira até que não te tirem algo, respira até o momento em que não te falta ar nos pulmões, ama até o momento em que o coração suporta a dor. Entende-se pela vida uma experiência breve pela qual todos os mortais passam, o tempo é relativo para cada indivíduo: uns defendem que é pequeno demais, outros que é sob medida, mas prefiro a minha teoria de que a vida é muito longa quando as coisas não vão tão bem...
A felicidade faz o tempo escorrer pelas mãos, quer-se mais e mais, porque todo momento é pouco quando se sabe que pode ser vivido intensamente, ou melhor, quando se tem vontade de vivê-lo milhares de vezes. Para os que sofrem com as ironias e peças pregadas pelo destino, o tempo é só traiçoeiro.
É como se você corresse milhas e milhas para chegar a lugar algum, chega a lembrar um oásis no deserto, mas quando se aproxima você se dá conta que é só uma miragem e ninguém vive de miragem, nem tampouco de ilusão. O sonho não alimenta, não ama nem protege, é só um projeto inacabado do que se quer viver, é só rascunho. Conheço pessoas que são conformadas demais com as situações, isso causa revolta e inveja em mim... Por que não tenho todo esse sangue frio de aceitar? É fácil, é simplesmente acreditar que não há solução, o problema é que tenho a doença dos sonhadores e por isso ainda encontro onde me apoiar... mesmo que esse sustentáculo seja tão ou menos sólido que eu, ainda que corra o risco de desabar antes de mim. É, não me agrada a realidade, logo, tenho medo do que não me agrada, por ser simplesmente metódica ou arrogante demais para aceitar a forma como as coisas costumam vir.
Seria quase que bem resolvida se o tempo agisse do meu jeito, se as pessoas pensassem do modo como eu penso, se os sentimentos fossem recíprocos, se o modo de amar fosse igual. Então tire de mim esse peso, me diz que no final tudo há de se ajeitar.
À noite com a cabeça coberta pelo travesseiro não sou mais essa que escreveu tais linhas acima, como uma criança sem razão o que posso fazer é só chorar... Por não entender os motivos do mundo, por não aceitar que temos que nos separar.