sábado, 6 de junho de 2009

And it's okay if you have to go away...

Estive aqui por um bom tempo, tão próxima que saí do teu campo de visão, tão discreta que não te deixei saber o quanto sabia sobre você, e isso vai além de preferência de cor ou estilo musical. Ouvi o que você não disse, vi seus pensamentos se formarem com um formato confuso e estranho para mim, mas eu sempre soube. Soube desde as mentiras até as mais loucas verdades, optei então por selecionar o que eu deveria considerar... Simplesmente deixei pra lá tudo que era inconveniente, bloqueei minha capacidade de te conhecer cega pelo desejo do ‘querer ver’, e quis tanto ao ponto de ousar tirar meus pés do chão, dispensei um pouco de realidade e talvez tenha vivido uma bela fase no mundo da fantasia. Aquele mesmo que você me apresentou há uns meses atrás, mas isso não vem mais ao caso... Nem mesmo por acaso.
Por ter ido além do que deveria, deixei de lado o ‘humanamente impossível’ e fui viver meu conto de fadas, parti sozinha e deixei um aviso para você e para todas as outras pessoas: Volto logo! E me demorei...
Já não sei quantos tentaram me resgatar desse novo lugar que passei a habitar... Muitas mãos foram estendidas, inclusive a sua, não tão sutil como os outros tentou me mostrar que não justificava mais todo aquele auto-engano. Não houve tolice nem tampouco mal entendido, tudo esteve tão bem explicado e claro desde o início, mas a minha mania de complicar tudo que me cerca me transportou para essa outra dimensão, e talvez as mãos que tentam me tirar daqui tenham chegado um pouco tarde, um pouco tarde demais porque eu já me acostumei a esperar, esperar que eu tenha uma história como a dos livros ou filmes. Enquanto eu espero, a cada dia sou capaz de descobrir que eu te inventei, te criei com um pouco de cada qualidade que eu quis só pra mim, te modifiquei e te trouxe comigo... Trouxe alguém que não existe para ficar junto de mim.
Talvez seja só uma imagem projetada de um desejo que não se fez presente. Carrego as belas partes de você!
Bem-vindo ao meu mundo irreal, aqui seu nome é ‘Lembrança’... e só.