Ela não sabia se estava no caminho certo, não estava registrado em livros se aquela atitude a levaria ao sucesso ou ao fracasso. Faltaram fórmulas e constantes, faltou gabarito... Não sabia o resultado do que se desenrolava diante dos seus olhos.
Hesitava ao somar, temia a subtração, pois já se sentia por demais sugada para doar mais sem retribuições. Uma hora isso acabaria acontecendo, a probabilidade era igual para ambos os riscos, mas tinha a alternativa de permanecer exatamente onde estava. O que isso a daria? Nada mais que comodidade, que era bem vinda desde que não restasse mais ambições, e enquanto essas existirem há também um impulso vital que leva de uma forma ou outra a reagir, a tentar...
Se os outros chamavam isso de ignorância, ela chamava de coragem, de vivacidade. Ainda que em questão de minutos, horas, dias ou meses tudo aquilo se desfizesse havia a chance de que se solidificasse...
Ignorou o que a voz alheia dizia e acreditou no coração, mesmo que tenha desacreditado várias vezes isso tinha que cessar. Poderia acordar e ver que nada daquilo era real.
O medo que atormentava era o de cair... Mas e daí? Ela já se levantou outras vezes.
Quando o mundo para
Há 11 anos
