Era uma vez uma menina brilhante. No sentido denotativo da palavra. Ela tinha uma luz própria.
Conheceu um menino que perdera sua luz há muito tempo e se aproximou dela. Instantaneamente ela se apaixonou por ele, desde então passou a compartilhar seu brilho... Começou cedendo-lhe um pouco, quando se deu conta já havia transferido mais do que a metade. Dividiu porque acreditou, com inocência, que jamais se separariam, logo, a intensidade refletida por ambos seria a mesma.
Em um dia como outro qualquer, o que era eterno dissipou-se... Ele se fora da sua vida de forma impiedosa, mas propositalmente esqueceu-se de devolver o brilho à menina brilhante.
Lá estava ela, com pouca luz irradiada ao seu redor, o que ele lhe roubara não fora simplesmente a vaidade, mas um pedaço da alma.
Com o passar do tempo, aprendeu a se esforçar para recuperar o que considerava precioso, não se importava de vê-lo fazendo uso do que lhe pertencia, porque não era capaz de sentir ódio... Mas era incapaz de perdoar verdadeiramente aquele que subtraiu sua melhor parte.
Quando o mundo para
Há 11 anos
