Não sabia se realmente sentira falta, tampouco tinha as palavras certas para nomear aquele sentimento. As frases são mais bonitas quando ditas de forma intensa, mas já não era mais assim... Nem pra ela, muito menos pra ele. Talvez nunca fora.
Mas o que era certo, disperso nas incertezas, era que o tempo havia passado e a distância agira de forma eficaz, agiu com toda a magnitude do verbete ‘fim’. Ainda que houvesse um ponto, a continuação vez ou outra se manifestava, e a cada recomeço os reflexos do insucesso já refletiam nos olhos que, inocentemente, queriam que fosse o contrário.
Um caminho totalmente oposto ao outro, o amor nem era tão grande para fazê-los ceder e seguirem juntos. E que diferença faria? Se nada era sólido o suficiente para se tornar base, reforço.
As metades que antes eram complementares, já nem se encaixam mais direito! Um sumiu com a parte do outro, no meio a tantos desencontros era impossível que tudo ainda estivesse inteiro.
Não sabia que rumo havia tomado aquelas promessas e juras, deviam estar por aí, vestidas de afeto ou indiferença... Afinal, nada se perde, tudo simplesmente se transforma.
Quando o mundo para
Há 11 anos

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