terça-feira, 3 de novembro de 2009

I take a step back, let you go

Hoje parei pra pensar nos meus planos, e vi todos caírem ao chão! Vi cada um se desfragmentar, evaporar, derreter, sucumbir, mudar. Vai ver é porque nunca foram de verdade, ou se foram, naturalmente não são mais.
Em cada um deles tinha um pedacinho de você, ainda que discretamente eu conseguia te colocar em qualquer pedaço de plano, conseguia te colocar no meu futuro como se o único problema referente ao futuro fosse a conjugação. E não era.
Mas eu tive problemas em aceitar que não há certeza alguma, que no final é cada um por si, e o que mais doeu foi a demora para compreender que não há nada que perdure. Ou melhor, nada que dependa dos outros, perdura.
É simples, mas não quer dizer que é fácil. As vontades mudam, já li isso em algum lugar, as pessoas também mudam e isso está longe de ser novidade, mas a dificuldade está em acompanhar as mudanças dos outros, de se adaptar a elas e aceitar que mais dia, menos dia, os seus próprios desejos também vão mudar. E quando esses mudam sobram dúvidas, questionamentos de “o que foi que aconteceu?”, mas as respostas costumam estar em nós mesmos.
O melhor refúgio nessas horas é o passado, que não pode ser modificado, logo, dá a estabilidade que a alma implora por vezes... Mas ninguém disse que entender é aceitar. E por enquanto, eu só entendo que não há nada nas minhas mãos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

and so it is...

Ninguém sabe muito bem quando chega a hora de abandonar um sentimento, se existir mesmo essa hora, a minha talvez tenha chegado... Mas há várias maneiras de fazer isso, seja com um ponto final, uma vírgula ou uma interrogação. Perdoe-me a objetividade, mas nós temos mais cara de interrogação, de preferência acompanhada de um pronome interrogativo instigante “Por que?”, nas entrelinhas eu deixo os infinitos “como?” “quando?” “onde?” “quem?” e deixo a resposta por conta do tempo... Não se ocupe em respondê-las, não acredito que compreenda algo, apenas sabe um pouco mais sobre o que nos trouxe até aqui, até esse ponto.
Se fui eu, você, o destino, um erro ou acerto que modificou nossos roteiros já não tem mais tanta importância, qualquer que tenha sido o motivo ele fez com que a gente desistisse de um futuro com planos na primeira pessoa do plural. Mas o que perdemos, sem pretensão, o que eu perdi foi muito além de uma conjugação... a ordem que eu ouvi foi clara e inquestionável: Esqueça. No entanto me disseram o que fazer, mas ninguém me ensinou como.
Todas as mudanças que eu tentei involuntariamente(ou não) acabaram te trazendo para mim, na verdade nada trouxe você, o que veio mesmo foram aquelas inúmeras perguntas que eu me pus a fazer por não saber te entender em momento algum. Pode ser que quem complique tudo sou eu, e que essas complicações sirvam de distração para não seguir em frente... Medo de deixar o que já me deixou.
Há um tempo eu tenho dito “nunca mais” e mudo de idéia quando te vejo, trazendo a velha história à tona mais uma vez, e renovando aquelas suas palavras que me preenchiam, trazendo você! Que por vezes é o mesmo que eu conheci. A única coisa que mudou nessa história toda é que agora eu sei que é preciso seguir sem você e sem as dúvidas, não vou ensaiar nenhum “Adeus”, e quando a vontade incontida de te esquecer for maior do que o sentimento eu vou de verdade, mas dessa vez você terá que descobrir sozinho... Não estarei mais aqui para te explicar o que é perder o amor de alguém.

sábado, 6 de junho de 2009

And it's okay if you have to go away...

Estive aqui por um bom tempo, tão próxima que saí do teu campo de visão, tão discreta que não te deixei saber o quanto sabia sobre você, e isso vai além de preferência de cor ou estilo musical. Ouvi o que você não disse, vi seus pensamentos se formarem com um formato confuso e estranho para mim, mas eu sempre soube. Soube desde as mentiras até as mais loucas verdades, optei então por selecionar o que eu deveria considerar... Simplesmente deixei pra lá tudo que era inconveniente, bloqueei minha capacidade de te conhecer cega pelo desejo do ‘querer ver’, e quis tanto ao ponto de ousar tirar meus pés do chão, dispensei um pouco de realidade e talvez tenha vivido uma bela fase no mundo da fantasia. Aquele mesmo que você me apresentou há uns meses atrás, mas isso não vem mais ao caso... Nem mesmo por acaso.
Por ter ido além do que deveria, deixei de lado o ‘humanamente impossível’ e fui viver meu conto de fadas, parti sozinha e deixei um aviso para você e para todas as outras pessoas: Volto logo! E me demorei...
Já não sei quantos tentaram me resgatar desse novo lugar que passei a habitar... Muitas mãos foram estendidas, inclusive a sua, não tão sutil como os outros tentou me mostrar que não justificava mais todo aquele auto-engano. Não houve tolice nem tampouco mal entendido, tudo esteve tão bem explicado e claro desde o início, mas a minha mania de complicar tudo que me cerca me transportou para essa outra dimensão, e talvez as mãos que tentam me tirar daqui tenham chegado um pouco tarde, um pouco tarde demais porque eu já me acostumei a esperar, esperar que eu tenha uma história como a dos livros ou filmes. Enquanto eu espero, a cada dia sou capaz de descobrir que eu te inventei, te criei com um pouco de cada qualidade que eu quis só pra mim, te modifiquei e te trouxe comigo... Trouxe alguém que não existe para ficar junto de mim.
Talvez seja só uma imagem projetada de um desejo que não se fez presente. Carrego as belas partes de você!
Bem-vindo ao meu mundo irreal, aqui seu nome é ‘Lembrança’... e só.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tudo aquilo, nada disso.

Foi preciso perder de verdade para saber que é melhor assim do que ter pela metade, não sou de emoções medianas nem tampouco gosto de coisas mornas e contidas. Pode gritar aos quatro ventos que o problema é realmente em mim, no meu turbilhão de sentimentos, culpe-me o quanto quiser uma hora você cansa... Assim como eu cansei.
Cansei de abrir os olhos para o mundo toda manhã e ver o mesmo mural com recados, com rotina. Cansei de olhar por entre as cortinas por acaso, imaginando que por um grande acaso você poderia surgir virando a esquina, ou pra ser mais pretensiosa, no olho mágico do meu apartamento. Cansei de descascar o esmalte imaginando qual seu próximo passo, ou que maneira insensível vai arrumar só para me machucar. Cansei de ler mensagens, é difícil acreditar nelas e nas palavras um dia ditas diante de tanto descaso e arrogância. Cansei de tentar, ainda que silenciosa, te persuadir que nada que faço é por mal, cansei do ceticismo, do ‘fingir não se importar’, das palavras inexpressivas e atitudes vazias. E que vazio!
Enquanto uma lacuna se abre dentro de mim, um caminho se manifesta... Dessa vez é diferente, eu sei exatamente o que fazer. Até perder o próprio vazio é estranho, até aceitar seguir sozinha parece inusitado, a força que tardou a aparecer chega a ser interessante, ainda que assustadora. É tudo muito além do que poderia imaginar, é a tal força vital que um dia li em uns versos, chegou a minha vez de segui-la de me deixar levar por essa vontade indescritível de simplesmente deixar, deixar de verdade, sem ao menos dar explicações do porquê estou deixando, porque olhar para trás é um jeito ingênuo de não seguir em frente efetivamente. Chega de fazer tanto por alguém que se submete a equívocos e julgamentos, que não é capaz de desfazer seu arsenal de defesa e ataque nem por um momento.
Tentei, tentei, tentei sempre... Mas não há mais o que tentar, foi só tempo perdido, palavras jogadas no vento e um coração cansado, desgastado.
Enfim, com todas essas linhas e enrolações tudo o que eu quero mesmo dizer é adeus, sem mais vírgulas ou qualquer outra pausa. Aprecie, pois essa parte da história eu chamo de fim.

domingo, 5 de abril de 2009

you can't play on broken strings

É como se quanto mais piorasse toda aquela situação, mais distante e indiferente tudo ficava, um pouco menos inconsequente do que no início, quisera ser mudança, mas se tratava de uma simples proteção. Contra tudo, ou contra o nada que nunca fora uma forma de consolo.
Se os dias passam lá fora, pouco importa se o calendário nos apressa, se a hora nos carrega e se os minutos nos assolam... porque durante esse árduo trajeto que temos percorrido, destruímos coisas pelo caminho, perdemos a noção de que tudo era muito valioso, muito para ser deixado de lado.
Vez ou outra me preocupei em recolher o que foi se perdendo, até tentei juntar o que se partiu colocando cola, mas o material era diferente e não colou, o que me prende a você não é o mesmo que te une a mim. Aos poucos me tornei adepta à sua indiferença.
E assim seguimos por um longo tempo, relativamente longo se levado em conta o sentimento, você seguiu o que lhe convinha, e eu prossegui da forma que eu considerava certa, ainda preocupada em não perder a razão... Sem saber que ela nunca estivera tão longe de mim.
Você sempre teve seus recursos para se manter afastado de mim, eu sempre tive meu esforço para deixar com que isso acontecesse diante dos meus olhos... Apática a um erro, a um desengano. E fui deixando... Te deixando, nos deixando.
E o destino fez-se peculiar ao causar encontros casuais, que não sairam como os planos de ambos ao longo de meses, tampouco fomos fiéis às nossas promessas, desfocamos do objetivo, desviamos as trilhas e nos encontramos em um determinado ponto do caminho. Dessa vez, por um motivo até então desconhecido, cessamos o 'impossível', e por uma, duas, três ou até mais vezes nos permitimos, errados aos olhos dos outros, confusos aos nossos olhos.
Não há como prever um abismo ou outro desvio de trilhas, mas certamente doerá menos, seja pela falta do que perdemos no início ou por amadurecimento, não faz sentido brincar com laços rompidos e poderá demorar um pouco para atá-los novamente.
E que graça tem brincar com corações partidos? Dá muito trabalho recolher os pedacinhos que se espalham pelo chão.

sábado, 14 de março de 2009

Cristais na alma

Era uma vez uma menina brilhante. No sentido denotativo da palavra. Ela tinha uma luz própria.
Conheceu um menino que perdera sua luz há muito tempo e se aproximou dela. Instantaneamente ela se apaixonou por ele, desde então passou a compartilhar seu brilho... Começou cedendo-lhe um pouco, quando se deu conta já havia transferido mais do que a metade. Dividiu porque acreditou, com inocência, que jamais se separariam, logo, a intensidade refletida por ambos seria a mesma.
Em um dia como outro qualquer, o que era eterno dissipou-se... Ele se fora da sua vida de forma impiedosa, mas propositalmente esqueceu-se de devolver o brilho à menina brilhante.
Lá estava ela, com pouca luz irradiada ao seu redor, o que ele lhe roubara não fora simplesmente a vaidade, mas um pedaço da alma.
Com o passar do tempo, aprendeu a se esforçar para recuperar o que considerava precioso, não se importava de vê-lo fazendo uso do que lhe pertencia, porque não era capaz de sentir ódio... Mas era incapaz de perdoar verdadeiramente aquele que subtraiu sua melhor parte.

sábado, 7 de março de 2009

When you love someone, but it goes to waste

Não sabia se realmente sentira falta, tampouco tinha as palavras certas para nomear aquele sentimento. As frases são mais bonitas quando ditas de forma intensa, mas já não era mais assim... Nem pra ela, muito menos pra ele. Talvez nunca fora.
Mas o que era certo, disperso nas incertezas, era que o tempo havia passado e a distância agira de forma eficaz, agiu com toda a magnitude do verbete ‘fim’. Ainda que houvesse um ponto, a continuação vez ou outra se manifestava, e a cada recomeço os reflexos do insucesso já refletiam nos olhos que, inocentemente, queriam que fosse o contrário.
Um caminho totalmente oposto ao outro, o amor nem era tão grande para fazê-los ceder e seguirem juntos. E que diferença faria? Se nada era sólido o suficiente para se tornar base, reforço.
As metades que antes eram complementares, já nem se encaixam mais direito! Um sumiu com a parte do outro, no meio a tantos desencontros era impossível que tudo ainda estivesse inteiro.
Não sabia que rumo havia tomado aquelas promessas e juras, deviam estar por aí, vestidas de afeto ou indiferença... Afinal, nada se perde, tudo simplesmente se transforma.