É como se quanto mais piorasse toda aquela situação, mais distante e indiferente tudo ficava, um pouco menos inconsequente do que no início, quisera ser mudança, mas se tratava de uma simples proteção. Contra tudo, ou contra o nada que nunca fora uma forma de consolo.
Se os dias passam lá fora, pouco importa se o calendário nos apressa, se a hora nos carrega e se os minutos nos assolam... porque durante esse árduo trajeto que temos percorrido, destruímos coisas pelo caminho, perdemos a noção de que tudo era muito valioso, muito para ser deixado de lado.
Vez ou outra me preocupei em recolher o que foi se perdendo, até tentei juntar o que se partiu colocando cola, mas o material era diferente e não colou, o que me prende a você não é o mesmo que te une a mim. Aos poucos me tornei adepta à sua indiferença.
E assim seguimos por um longo tempo, relativamente longo se levado em conta o sentimento, você seguiu o que lhe convinha, e eu prossegui da forma que eu considerava certa, ainda preocupada em não perder a razão... Sem saber que ela nunca estivera tão longe de mim.
Você sempre teve seus recursos para se manter afastado de mim, eu sempre tive meu esforço para deixar com que isso acontecesse diante dos meus olhos... Apática a um erro, a um desengano. E fui deixando... Te deixando, nos deixando.
E o destino fez-se peculiar ao causar encontros casuais, que não sairam como os planos de ambos ao longo de meses, tampouco fomos fiéis às nossas promessas, desfocamos do objetivo, desviamos as trilhas e nos encontramos em um determinado ponto do caminho. Dessa vez, por um motivo até então desconhecido, cessamos o 'impossível', e por uma, duas, três ou até mais vezes nos permitimos, errados aos olhos dos outros, confusos aos nossos olhos.
Não há como prever um abismo ou outro desvio de trilhas, mas certamente doerá menos, seja pela falta do que perdemos no início ou por amadurecimento, não faz sentido brincar com laços rompidos e poderá demorar um pouco para atá-los novamente.
E que graça tem brincar com corações partidos? Dá muito trabalho recolher os pedacinhos que se espalham pelo chão.
Quando o mundo para
Há 11 anos

Um comentário:
adorei, adorei, adorei..
e sendo um pouco egoísta: se dá trabalho recolher os nossos cacos, imagina o dos outros!
saudades!
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